Eternal Sonata é um JRPG que se destaca em seu cenário, com
uma historia envolvente, trilha sonora magnífica (graças ao brilhante Fryderyk
Chopin) e um sistema de batalha muito agradável de jogar!

Logo ao iniciar o jogo somos apresentados a diversos
personagens, a carismática Polka, o destemido, porem nada burro Alegretto, o
inocente Beat, todos têm algo em comum, estão insatisfeitos com o governo de
Fort, e seu ditador Waltz. Como a situação em Fort estava se agravando a cada
segundo, nossos protagonistas decidem partir em uma jornada até o castelo e
conseguir uma audiência com o conde Waltz. Em meio a isso aparece o misterioso
Fryderyk Chopin, que alega que aquele mundo não é nada mais que um sonho seu,
um devaneio em seu leito de morte.
Devo dizer que uma das coisas que me conquistou nesse jogo
foi a trilha sonora, o piano consegue captar o sentimento na hora certa durante
o gameplay, é algo fantástico até para aqueles que não têm muita afinidade com
musica clássica. Outra coisa bem interessante é que grande parte dos
personagens de Eternal Sonata tem seu nome dado por um instrumento ou algo
relacionado a musica (Beat, Viola, Jazz, etc), além disso, boa parte dos capítulos recebem seu nome baseado em
alguma obra de Chopin, e no final de cada capitulo você tem a oportunidade de
escutar essa balada e conhecer um pouco mais sobre o incrível compositor e
pianista que foi Fryderyk Chopin.

Quanto às batalhas, um sistema diferente e bem divertido, os
estilos de luta mudam durante o jogo, pois é liberada a opção de modificar o
level da party, mudando os slots de spell, a quantidade de tempo para preparar
o ataque e até mesmo a possibilidade de contra atacar ou não. Quando aos gráficos,
como podemos ver nas imagens anexadas, não fica pra trás em nada para os jogos
atuais, para falar a verdade deixa muito deles no chinelo.
Apesar de ficar maravilhado com a maestria dessa obra tenho
minhas criticas a fazer, ficaram algumas pontas soltas no enredo, como por
exemplo, a questão do magical powder, o final apesar de eu ter gostado, achei
que ficou no mínimo um pouco confuso. E apesar dos diálogos bem elaborados. Senti
que faltou um pouco mais de importância no papel do vilão, que foi aquele velho
estereotipo do megalomaníaco incompreendido.

Eternal Sonata certamente ficará gravado em minha memória, é bom saber que nessa geração ainda existem grandes títulos como esse, definitivamente recomendado!